Inelegibilidade de Bolsonaro afeta a extrema direita global

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Quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência em 2019, sua vitória não apenas representou a ascensão da extrema direita mundial ao comando de um dos maiores países do mundo. Para diversos movimentos, grupos ultraconservadores e lobistas, isso significava a oportunidade tão esperada de utilizar a máquina estatal para avançar com suas agendas e redefinir até mesmo a estrutura internacional. No entanto, a decisão de afastar Bolsonaro da vida política é agora vista pelos movimentos de extrema direita e observadores como um ponto de virada para grupos que atuam nos bastidores, buscando garantir que a ideologia ultraconservadora mantenha sua influência.

Fonte: Diario do Poder

Para os envolvidos nos movimentos na Europa, o momento atual é de reflexão e reavaliação de estratégias, utilizando a situação de Bolsonaro como um “alerta”. Embora oficialmente partidos e aliados de Bolsonaro possam expressar lamentos em relação à decisão do julgamento, nos bastidores a mensagem é clara: é hora de aprender com essa experiência. Fontes consultadas em algumas das principais capitais europeias destacam que não há indícios de que o movimento ultraconservador esteja desaparecendo. Pelo contrário, a ideia é adaptar e fortalecer suas abordagens para garantir a continuidade da influência e da agenda ultraconservadora.

Fonte: DW

O governo Bolsonaro foi considerado um protagonista da extrema direita mundial, especialmente após a derrota de Donald Trump nas eleições dos EUA em 2021. Naquele momento, o movimento ultraconservador americano passou o bastão para o Brasil, para que a agenda internacional continuasse sendo impulsionada pelos bolsonaristas. Em um e-mail enviado a apoiadores ao redor do mundo, a então secretária responsável pela defesa da Família e das Mulheres, Valerie Huber, indicou que o movimento deveria buscar apoio na embaixada do Brasil em Washington, a fim de manter viva a coalizão ultraconservadora.

Como resultado, os principais nomes do bolsonarismo passaram a ser reconhecidos como verdadeiras estrelas e referências nos fóruns da extrema direita europeia. No entanto, essa operação não se limitou ao simbolismo. Através da estrutura do Itamaraty, das Forças Armadas e de outros órgãos estatais, o bolsonarismo aproveitou as redes estabelecidas ao longo de décadas pelo país para promover sua agenda ultraconservadora.