Depoimento de Mauro Cid à CPI é adiado devido à priorização da pauta econômica por Lira

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A sessão agendada para amanhã da CPMI dos Atos Golpistas, que teria como convidado o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, foi adiada para a próxima terça-feira (11). O adiamento ocorreu devido à priorização das pautas econômicas, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária, que serão votadas durante a semana, conforme anunciado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Fonte: UOL

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou que a pauta econômica será o foco principal desta semana, levando ao cancelamento de todas as reuniões de comissões e sessões solenes. Segundo Lira, as bancadas e as frentes parlamentares se dedicarão ao debate de três pautas importantes, com o objetivo de aprovar as matérias até o final da semana.

As principais questões em discussão são a reforma tributária, o arcabouço fiscal e uma mudança nos julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Em razão desse direcionamento, o depoimento do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, agendado para amanhã, seria em condição de testemunha, o que lhe permitiria recusar-se a responder perguntas que pudessem incriminá-lo.

Fonte: UOL

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) tem interesse em ouvir o tenente-coronel Mauro Cid a respeito do conteúdo das mensagens encontradas em seu celular. Essas mensagens, descobertas pela Polícia Federal, demonstram que houve encorajamento a um golpe de Estado e traçaram um roteiro de ação. Membros das Forças Armadas teriam pressionado o tenente-coronel para convencer o presidente Jair Bolsonaro a promover um golpe. Cid encontra-se preso desde o mês passado e, quando prestou depoimento à PF, recusou-se a falar sobre o assunto.