Deputados do PL buscam distanciamento da extrema direita e reafirmam posição moderada

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Deputados do PL buscam diálogo com o governo e se afastam de pautas ideológicas extremas

Um grupo de deputados federais do PL, principal legenda de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está buscando se distanciar das “pautas ideológicas” e defendendo um diálogo mais aberto com o Executivo. Internamente, o próprio partido reconhece a existência de “duas bancadas”: uma mais ao centro, que prega o diálogo com o governo federal, e outra que deseja manter uma postura puramente opositora.

Segundo apurado, ambos os grupos são bem aceitos dentro do partido e contam com o apoio de Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda. A ala de centro-direita, composta por cerca de um terço dos 99 parlamentares, se opõe ao que considera como “grupo do TikTok”, fazendo referência a deputados como Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Carlos Jordy, que utilizam as redes sociais para amplificar sua atuação política.

Fonte: Tempo

Grupo de deputados do PL busca unidade e minimiza divergências internas

De acordo com relatos de parlamentares que preferiram não se identificar, estar em oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em pautas consideradas pragmáticas, como o arcabouço fiscal, e ter um terço do partido votando a favor seria visto como “canibalismo político”. Essa votação, que contou com o apoio de 30 dos 99 deputados federais do PL, foi um dos símbolos do movimento intrapartidário em curso.

Atualmente, a divisão interna não é encarada como um problema dentro do partido, mas, como apontou um assessor do PL, “os conflitos ocorrerão na formação dos palanques”. Ele acrescentou que, caso ocorram conflitos, a direção da sigla irá intervir para resolver. Apesar desse movimento, líderes do partido têm feito um esforço público para ressaltar que não existem “dois PLs” no Brasil.

Essa tese é defendida pelo vice-líder da bancada na Câmara, deputado Domingos Sávio, que argumenta que o partido é, essencialmente, unido pela doutrina liberal. O presidente do PL em Minas, Zé Santana, também reforçou essa visão, afirmando que, apesar das discordâncias, há apenas um partido e que divergências de posturas entre os deputados são algo natural na política.

Fonte: Wiki

Domingos Sávio, por sua vez, enfatizou que, embora as posturas dos membros do partido possam ser diferentes, não há divisão na legenda. Ele ressaltou que, apesar de serem contrários ao PT, o partido continua a favor do Brasil e admitiu que não há problema em os parlamentares apoiarem “boas ideias” vindas do Executivo.

“O PL não é um partido de extrema direita, é um partido liberal que preza pelo diálogo”, reforçou. Em uma nota enviada após a votação do arcabouço fiscal, que contou com o apoio dos parlamentares do PL Domingos Sávio, Samuel Viana e Rosângela Reis, o vice-líder da bancada defendeu uma “oposição consciente ao governo” e ressaltou que não se trata de uma oposição ao país.

As declarações de Domingos Sávio e Zé Santana surgiram alguns dias após a divulgação da reorganização interna da executiva estadual do PL.