Fraudes na Previdência Social: Grupo criava beneficiários fictícios, como o ‘Zé Mané’, em Mato Grosso

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Operação Sangradouro revela esquema de fraudes na Previdência Social em Mato Grosso

A Polícia Federal realizou a Operação Sangradouro em Mato Grosso para desmantelar uma quadrilha suspeita de cometer fraudes na Previdência Social. O esquema, que movimentava uma quantia milionária, envolvia a criação de beneficiários fictícios utilizando documentos falsos em nomes de indígenas. Esses beneficiários fraudulentos realizavam saques dos recursos e até mesmo solicitavam empréstimos consignados.

A investigação teve início no dia 28 de junho e revelou que os criminosos utilizavam diversos nomes, o que dificultava o rastreamento das atividades ilícitas. Durante a operação, realizada na cidade de Barra da Garça, foram encontrados materiais relacionados ao esquema em cartórios, escritórios da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em empresas de empréstimo consignado.

Uma reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, expôs detalhes desse esquema fraudulento, trazendo à tona a extensão das atividades ilícitas e os prejuízos causados aos cofres da Previdência Social. A Operação Sangradouro representa um importante passo no combate a essas fraudes e na proteção dos recursos destinados aos verdadeiros beneficiários da Previdência Social.

Fonte: Terra

Esquema de fraudes na Previdência causa prejuízo de R$ 64 milhões aos cofres públicos, revela investigação

Após a realização da Operação Sangradouro, a Polícia Federal divulgou que o esquema de fraudes na Previdência Social descoberto em Mato Grosso causou um prejuízo estimado em R$ 64 milhões aos cofres públicos. Esse montante, de acordo com as investigações, foi utilizado para o pagamento de aposentadorias fraudulentas desde 2015 até o presente momento.

O início do esquema se dava na Funai de Primavera do Leste, onde eram emitidos registros administrativos de nascimento para os indígenas envolvidos. Esses registros permitiam que os indígenas obtivessem documentos como certidão de nascimento, CPF e carteira de identidade, além de garantir benefícios sociais, como a aposentadoria. Os envolvidos no esquema saíam da Funai com idades fictícias, substancialmente avançadas em relação à sua idade real.

Até o momento, foram identificadas fraudes em 48 aldeias, com a criação de 552 indígenas fictícios que possuíam datas de nascimento adulteradas. Em média, esses beneficiários fraudulentos apresentavam uma diferença de idade de cerca de 17 anos em relação à sua realidade, havendo casos em que essa discrepância ultrapassava os 30 anos.

A investigação prossegue no intuito de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema, visando recuperar os valores desviados e evitar novas práticas fraudulentas que prejudicam o sistema previdenciário e afetam o direito dos verdadeiros beneficiários.

Fonte: Wiki

Delegado da PF revela casos em que indígenas obtêm aposentadoria aos 28 anos de idade por meio de fraude

Em entrevista ao Fantástico, o delegado Murilo de Oliveira, da Polícia Federal, revelou que existem casos em que indígenas conseguem adicionar até 32 anos à sua idade real, obtendo assim a aposentadoria aos 28 anos de idade. Segundo ele, os indígenas fraudulentos apresentavam todos os documentos necessários, incluindo certificados de exercício de atividade rural, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para requerer a aposentadoria.

O INSS avalia os pedidos com base na documentação apresentada. No entanto, os documentos eram materialmente verdadeiros, mas ideologicamente falsos, o que dificultava para os servidores do INSS a tarefa de verificar sua autenticidade.

De acordo com o delegado Oliveira, “é muito difícil para o servidor do INSS constatar essa fraude na emissão, autorização, aprovação e deferimento dessas aposentadorias”.

A revelação dessas informações evidencia a complexidade do esquema de fraudes na Previdência Social, ressaltando a necessidade de investigação aprofundada e de medidas efetivas para prevenir e combater esse tipo de crime, garantindo a integridade do sistema previdenciário e a justiça na concessão de benefícios.