Lula minimiza denúncias de corrupção na Copa e defende realização do Mundial Feminino no Brasil em 2027

Notícias Do Mundo

Lula defende Mundial Feminino no Brasil em 2027 e minimiza denúncias de corrupção na Copa de 2014

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o interesse do Brasil em sediar a próxima Copa do Mundo Feminina, em 2027, e expressou sua lamentação em relação ao “clima negativo” que envolveu a realização da Copa de 2014, marcada por protestos contra o torneio. Lula minimizou as denúncias de corrupção na construção e reforma dos estádios, afirmando que nenhum caso foi comprovado.

Durante sua visita ao treino da seleção feminina em Brasília, Lula comentou: “Em 2014, fiquei frustrado porque trouxemos a Copa do Mundo para o Brasil, e em 2013 foi um inferno neste país. Houve um clima extremamente negativo”. Ele também abordou as acusações de corrupção relacionadas aos estádios, afirmando que não houve comprovação de corrupção em nenhum estado, embora as denúncias tenham ocorrido. Vale ressaltar que em 2013 o Brasil vivenciou as Jornadas de Junho, uma série de manifestações populares.

Além de defender a realização do Mundial Feminino no Brasil, Lula destacou a importância do evento para o desenvolvimento do futebol feminino e a promoção da igualdade de gênero. Sua postura busca incentivar o país a se candidatar como sede do torneio, ressaltando o potencial do Brasil em sediar grandes eventos esportivos e a relevância de impulsionar o crescimento do futebol feminino no país.

Fonte: Poder360

Delações revelam denúncias de corrupção nas arenas da Copa de 2014

Apesar das declarações de Lula minimizando as denúncias de corrupção, as delações da Operação Lava Jato revelaram que nove das 12 arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014 foram alvo de denúncias de esquemas de corrupção. Um exemplo é o caso do ex-governador Sérgio Cabral, condenado a 17 anos, 7 meses e 9 dias de prisão por supostamente ter recebido propinas da Odebrecht no valor de R$ 78,9 milhões em obras realizadas no Rio de Janeiro, incluindo a reforma do estádio do Maracanã.

O processo teve origem nas investigações da Lava Jato e envolveu acusações de repasses indevidos relacionados à Copa de 2014, além de outras obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelo caso, atribuiu crime de corrupção passiva ao ex-governador. Cabral recorreu da decisão, e o processo está em andamento na segunda instância.

Delações de ex-executivos de construtoras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, também revelaram irregularidades em outros estádios. As denúncias indicaram que os acusados teriam se beneficiado de pelo menos R$ 120,9 milhões em esquemas de corrupção relacionados às obras da Copa.

Esses fatos demonstram que as acusações de corrupção nas arenas da Copa de 2014 não podem ser simplesmente ignoradas, e é fundamental que sejam investigadas de forma adequada para responsabilizar os envolvidos e garantir a transparência e a integridade em eventos esportivos de grande porte.

Fonte: CNN Brasil

Lula elogia estádio Mané Garrincha, mas ressalta que Copa feminina terá menor custo

Durante sua visita ao treino da seleção feminina de futebol, o presidente Lula elogiou o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, destacando a qualidade da construção. No entanto, é importante ressaltar que o estádio, que foi uma das obras mais caras da Copa do Mundo de 2014, com um custo de R$ 1,4 bilhão, também é considerado um dos principais elefantes brancos do evento, devido ao alto investimento em infraestrutura.

Lula acompanhou o treino da equipe antes do último amistoso antes da Copa do Mundo feminina, que será realizada na Austrália. O presidente destacou que, desta vez, a realização do torneio terá um custo menor, uma vez que grande parte da infraestrutura necessária já está pronta.

Embora Lula tenha ressaltado a importância do estádio Mané Garrincha e acredite que a Copa feminina não trará grandes gastos, é necessário considerar os desafios de custo-benefício e a utilização adequada dos recursos públicos em grandes eventos esportivos.