Política de admissões de Harvard é questionada após decisão da Suprema Corte dos EUA contra ações afirmativas

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Grupos de direitos civis contestam política de admissões de Harvard após decisão da Suprema Corte dos EUA contra ações afirmativas

Nesta segunda-feira, a Harvard College foi alvo de contestações de três grupos de direitos civis, alegando que sua política de admissões dá preferência a candidatos com laços familiares na instituição, o que beneficia majoritariamente estudantes brancos. Essa ação ocorre poucos dias após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar programas de admissão universitária que utilizam critérios raciais.

Os grupos de direitos civis apresentaram uma queixa ao Departamento de Educação dos Estados Unidos, argumentando que as preferências de Harvard por candidatos considerados “legado” violam uma lei federal que proíbe a discriminação racial em programas que recebem financiamento federal, como é o caso da maioria das faculdades e universidades nos Estados Unidos.

Fonte: Collegeboxes

Suprema Corte invalida políticas afirmativas de admissão em Harvard e Universidade da Carolina do Norte

Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inconstitucionais as políticas afirmativas adotadas pela Universidade de Harvard e pela Universidade da Carolina do Norte, que visavam garantir maior diversidade nas admissões de estudantes não-brancos. Essa decisão representou um grande golpe para as iniciativas de ampliar a representatividade nas instituições de ensino e provavelmente trará novos desafios para as políticas de admissão.

A contestação apresentada nesta segunda-feira destaca que a decisão da Suprema Corte tornou ainda mais urgente a eliminação de políticas que prejudicam candidatos não-brancos. É ressaltado que a política de admissões da Harvard College, a escola de graduação da Universidade de Harvard, está sob escrutínio por favorecer estudantes com laços familiares na instituição, o que tende a beneficiar predominantemente os estudantes brancos.

Fonte: CNN Brasil

Até o momento, o Harvard College não se pronunciou em resposta ao pedido de comentário.

Os grupos que contestam a política de admissões são representados pela Lawyers for Civil Rights, uma organização sem fins lucrativos sediada em Boston que se dedica a combater a discriminação e trabalhar com comunidades de cor e imigrantes.

Ivan Espinoza-Madrigal, diretor executivo do grupo, ressaltou que a Suprema Corte deixou claro na semana passada que qualquer política que prejudique grupos raciais é ilegal, ao afirmar que “eliminar a discriminação racial significa eliminá-la por completo”.

“O sobrenome da família e o saldo bancário não são critérios de mérito e não devem influenciar o processo de admissão”, declarou em comunicado.